Sistema Eletrônico de Administração de Eventos da UFGD, 13º Encontro Nacional de Ranicultura (Enar) e 4º International Meeting on Frog Research and Technology (Technofrog)

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Controle da reprodução por fertilização artificial de rãs-touro em ranário experimental no sul do Estado do Rio de Janeiro
Marcelo Maia Pereira Maia Pereira¹, Ive Santos Muzitano¹, Jacqueline Cristina de Oliveira Xavier¹

Última alteração: 2020-11-09

Resumo


Muitos ranários no Brasil são de pequeno porte e com isso técnicas que permitam a reprodução com maior eficiência em espaços reduzidos são importantes, além disso, a fertilização artificial permite a escolha dos melhores e mais aptos reprodutores. Objetivo deste trabalho foi quantificar a técnica da fertilização artificiais em rã-touro (Lithobates catesbeianus), no período de 2016 a 2020, em um ranário experimental de pequeno porte localizado no Sul do Estado do Rio de Janeiro. Os reprodutores de rãtouro foram alojados em até três baias de 3 metros de comprimento, 1 metro de largura e 1 metro de altura, inundadas com água em até 3 cm de altura, com 12 horas de luz direta artificial. A umidade e temperatura não foram controladas. A alimentação dos reprodutores foi através de ração comercial extrusada com 40% de proteína bruta “ad libitum”, lançada diretamente na água. Periodicamente foram realizadas tentativas de fertilização artificial com o hormônio acetato de buserelina, indutor para a obtenção dos gametas sexuais. Entre outubro de 2016 e janeiro de 2020 foram realizadas 29 fertilizações artificiais, destas, 15 desovas eclodiram e resultaram em 27.620 girinos. Produziu-se em média 952,41 girinos por desova, considerando as 29 fertilizações artificiais executadas, e 1841,33 girinos em média, quando consideramos somente as 15 efetivas, ou seja, 51,72% das fertilizações foram efetivas. Tendo em vista que este ranário possui pequeno porte e tem como objetivo selecionar reprodutores para pesquisa, esses resultados reprodutivos foram satisfatórios. A principal dificuldade foi o controle da temperatura da água durante a incubação e eclosão, pois existia um microclima nas instalações do ranário que levou a temperaturas da água inferiores a 25°C durante grande parte do ano. A solução seria aquecer a água, entretanto acarretará no aumento do custo final de produção.

Palavras-chave: Desova, Eclosão, Girinos, Ranicultura

Agradecimentos: FAPERJ, Prefeitura Municipal de Rio das Flores, Patronato de Menores