Sistema Eletrônico de Administração de Eventos da UFGD, Encontro Científico da VIII Semana Acadêmica de Relações Internacionais

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O DISCURSO DA “GUERRA AO TERROR” COMO LEGADO COLONIAL: UMA ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O 11/09 E O IMPERIALISMO EUROPEU NO SÉCULO XVI1
Luara Resende

Última alteração: 2019-10-21

Resumo


Com o boom de trabalhos feitos sobre terrorismo após os ataques de 11 de setembro de2001 ao World Trade Center e ao Pentágono, nos Estados Unidos, observam-se abordagensque ressaltam as novas táticas utilizadas pelos terroristas e as novas ações movidas paracombatê-los, lançadas sob o título de “Guerra global ao terror” (Global War on Terrorism). Apresente análise pretende, entretanto, evidenciar através do discurso os aspectos semelhantesentre os elementos que compõem essa iniciativa estadunidense e os utilizados pelas grandespotências europeias durante a colonização formal de além-mar. Procura-se ressaltar, assim,que o discurso antiterrorismo não é um fenômeno exclusivamente contemporâneo, queemergiu diante dos últimos atentados enquadrados no que o ocidente considera “Terrorismo”,mas sim uma transmutação de tantos outros discursos utilizados pelos dirigentes estatais parajustificar práticas de dominação e revigorar a subjugação que rege a relação norte-sul,permitindo que interesses de outras naturezas (econômica, ideológica, política etc.) sejamcamuflados. Para fundamentar tal hipótese será feita uma comparação entre as cartas doscolonos e missionários jesuítas às coroas europeias durante os séculos XVI a XIX e osdiscursos do ex-presidente Bush e demais documentos oficiais do governo estadunidense.Serão utilizados também artigos acadêmicos que se propõem a descontruir e descolonizar aagenda de estudos de segurança nas Relações Internacionais. Pretende-se desta forma ampliara gama de estudos sobre terrorismo a partir da perspectiva colonial e oferecer uma análisecrítica a respeito de seu discurso e das táticas utilizadas para combatê-lo.

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